segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Afinidades, acasos
Encontro dia 21, 16h
_ Sessão DVD - Entropicália
_ Troca de DVDs, imagens e textos entre os grupos
_ Ensaio entre bailarinos, atores e músicos - tentativa de aproximação entre os trabalhos apresentados por cada grupo: Wetudo - Desesperando Godot, espetáculo teatral baseado no texto de Beckett; Olhar Oblíquo, dança inspirada no livro Água Viva, de Clarice Lispector e Lispector, proposta musical inspirada na autora.
Müvi e Cia. Maurício de Oliveira e Siameses têm como referência o livro Água-Viva, de Clarice Lispector, para a criação de música e dança, respectivamente.
A Cia. Maurício de Oliveira e Siameses mostrou um pequeno trecho da coreografia de Olhar Oblíquo. Marcos Azevedo, ator da Phila 7, encontrou uma conexão entre os personagens becketianos Vladimir e Estragon e o trabalho das duplas de bailarinos da Cia. Siameses, que aproxima-se da relação de dominação entre Pozzo e Lucky.
na zona de risco:
contaminação,
ensaio,
hibridismo,
intercâmbio artístico
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Agenda de ensaios
Cada grupo falou sobre o trabalho que vai apresentar e em seguida, como está pensando a interação e a participação no projeto Zona de Risco. Uma agenda de ensaios foi preenchida com os horários de permanência de cada grupo no espaço. A partir dela, artistas de diferentes grupos podem combinar de aparecer, participar e trazer idéias nos ensaios dos demais.
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processo criativo
Reformulação
O projeto inicial previa apresentações dos trabalhos específicos de cada grupo antes das apresentações conjuntas, para dar tempo de todos entrarem em contato e discutirem propostas. Mas tivemos que reformular essa agenda porque a empresa de iluminação só entraria com o equipamento no espaço a partir de setembro. A opção foi concentrar o período de convivência em agosto, iniciando as apresentações em setembro, já com uma sessão conjunta de abertura no dia 05 de setembro. A falta de tempo gerou certa instabilidade e apreensão. Aumentou a sensação de estarmos numa ZONA DE RISCO.
Finalmente entramos todos numa zona
19 de agosto. Enfim chegou o dia do encontro entre os artistas de dança música teatro artes visuais. As pessoas, pouco a pouco, dirigiram-se às duas arquibancadas colocadas frente a frente. Os dois integrantes do Grupo de Reflexão Interdisciplinar (GRI), Roberto Winter e Luísa Proença, sentaram-se na arquibancada da esquerda, observando tudo do alto. Ao fundo, nossa cameragirl Alexandra Itacarambi. Logo abaixo, os atores da Cia. Phila 7, Marcos Azevedo e Beto Mattos. Sentada entre eles, abaixo, a iluminadora Mirella Brandi. Os dois bijaris presentes, Rodrigo Araújo e Eduardo Fernandes, acomodaram-se na arquibancada da direita; acima, o diretor teatral Rubens Velloso. Em primeiro plano, o grupo de dança, vendo-se, de costas, Maurício de Oliveira entre duas "siamesas" sentadas de lado. A equipe curatorial do CCSP procurou cadeiras soltas ao fundo. Os músicos dispersaram-se pelo espaço, mas vê-se Ricardo Carioba ao fundo, de costas.
Foto: João Mussolin
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Percepção do espaço
A contaminação já começou antes do período de convivência, no dia em que os artistas e técnicos foram ao porão para reconhecer e dividir o espaço entre as quatro propostas de montagem. Ao invés de cada um escolher um nicho para instalar seu projeto e mapa de luz, decidiram encaixar cenários e dividir equipamentos de forma que possam criar zonas de intersecção e interação. Um mapa de luz único será criado para contemplar todas as montagens.
Imagem: Ricardo Carioba, para o projeto Zona de Risco
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
Programação de lançamento
O coletivo BijaRi (artes visuais), a Cia. Maurício de Oliveira e Siameses (dança), o duo Müvi (música) e a Cia. Phila 7 (teatro) são as companhias que estão estreando o projeto-piloto Zona de Risco no Espaço Cênico Ademar Guerra do Centro Cultural São Paulo. Como esses grupos já vêm realizando pesquisas inovadoras com outras linguagens artísticas e apresentam questões e formalizações atuais e instigantes, a programação de lançamento concilia remontagens (com exceção do Müvi, que apresentará uma criação em processo) com sessões inéditas de recriação e experimentação. A partir de 05 de setembro, cada grupo apresentará seu trabalho em um dia específico da semana, de terça a sexta-feira. Aos sábados, nas Zonas Abertas, as apresentações serão frutos das recíprocas contaminações e interações entre os participantes. As questões que surgirem desse processo de convivência, apresentação e criação serão discutidas no ciclo de conversas Zona Franca, ao longo do mês de setembro.
Veja aqui a programação completa.
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Zona Aberta,
Zona Franca
Percepção do espaço
O projeto pretende potencializar o uso do Espaço Cênico Ademar Guerra, transformando-o em um laboratório experimental organizado espacialmente de forma rizomática em campos circunstancialmente demarcados pela luz e pelos objetos, redefinindo-se de acordo com as diferentes propostas de encenação e instalação. Essa disposição permitirá trocas entre grupos e estimulará pesquisas que tenham como fundamento procedimentos artísticos contemporâneos, tais como recriação, colagem, combinação, entre outros. Nas Zonas Abertas, nenhuma sessão será igual à outra. Tudo vai depender dos roteiros provisórios que os artistas traçarem em cada sessão.
foto: Daniel Damiani/ sistemanervoso.com
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